Nesta segunda-feira (15), o Acre celebra 64 anos de emancipação política, data que marca a transformação do antigo Território Federal em Estado da Federação Brasileira. A conquista foi oficializada em 15 de junho de 1962, com a sanção da Lei Federal nº 4.070, assinada pelo então presidente João Goulart.
Mais do que um marco administrativo, a data representa a consolidação de uma história construída por homens e mulheres que enfrentaram o isolamento da Amazônia, participaram da Revolução Acreana e lutaram para que o território deixasse de pertencer à Bolívia e fosse incorporado definitivamente ao Brasil.
A origem dessa trajetória remonta ao fim do século XIX, quando milhares de brasileiros migraram para a região impulsionados pelo ciclo da borracha. O conflito entre seringalistas brasileiros e autoridades bolivianas culminou na Revolução Acreana, movimento liderado por Plácido de Castro e que resultou na assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, consolidando a soberania brasileira sobre o território.
Ao longo das décadas, símbolos como a bandeira, o hino e o brasão passaram a representar o orgulho e a identidade do povo acreano. A Estrela Altaneira, presente na bandeira estadual, tornou-se um dos maiores ícones dessa história, simbolizando o sangue derramado pelos revolucionários durante a luta pela incorporação do Acre ao Brasil.
Outro patrimônio histórico é o Palácio Rio Branco, sede do governo estadual e um dos principais marcos arquitetônicos do estado, além da Gameleira, às margens do Rio Acre, considerada um dos berços históricos da capital e palco das tradicionais celebrações cívicas do aniversário do estado.
Neste ano, a comemoração ganha um significado especial por ocorrer durante a gestão da governadora Mailza Assis, segunda mulher a comandar o Executivo acreano, reforçando um novo momento da história política local e ampliando a participação feminina nos espaços de poder.
Atualmente, o Acre busca fortalecer políticas públicas voltadas para saúde, educação, infraestrutura, segurança e desenvolvimento econômico, mantendo o desafio de promover crescimento e qualidade de vida para sua população.
Sessenta e quatro anos após conquistar sua autonomia política, o estado segue escrevendo novos capítulos de sua história, preservando o legado de resistência e coragem que marcou sua formação e projetando um futuro de desenvolvimento para as novas gerações.


