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Descaso na saúde: elevadores quebrados obrigam transporte de pacientes intubados em elevador de lixo hospitalar no Pronto-Socorro

Funcionários e pacientes denunciaram, na noite da última quinta-feira (25), problemas na estrutura de elevadores e o transporte inadequado de pacientes grave dentro do Pronto-Socorro, na rua Isaura Parente, no bairro Bosque em Rio Branco.

Segundo os relatos, o elevador destinado exclusivamente ao transporte de pacientes está quebrado há mais de um mês e, com isso, pacientes intubados e em estado grave passaram a ser transportados no único elevador que permanece em funcionamento, o mesmo utilizado para transportar lixo hospitalar, lixo comum, roupas sujas, materiais de limpeza e outros produtos; além das dietas, marmitas e outros produtos utilizados pela unidade hospitalar. A situação, conforme as denúncias, aumenta o risco de contaminação e compromete a segurança da assistência.

De acordo com os denunciantes, dos três elevadores existentes na unidade, apenas um está em funcionamento. O equipamento exclusivo para transporte de pacientes encontra-se parado e o outro elevador também está fora de operação, fazendo com que toda a demanda dos cinco andares, incluindo enfermarias e UTI, seja atendida por um único elevador.

Os relatos apontam que o elevador em funcionamento não é apropriado para o transporte de pacientes em camas hospitalares. Durante a remoção de um paciente intubado, além da cama hospitalar, precisam utilizar o mesmo espaço médico, fisioterapeuta, enfermeiro e técnico de enfermagem, tornando o deslocamento ainda mais difícil.

A sobrecarga do único elevador disponível também tem provocado atrasos na chegada das dietas e refeições aos pacientes internados. Além disso, funcionários alertam que, caso o equipamento apresente defeito, pacientes poderão ficar sem condições de serem removidos rapidamente das enfermarias para a sala vermelha ou para a UTI em casos de emergência. Também há preocupação com uma eventual necessidade de evacuação da unidade em caso de incêndio, já que pacientes restritos ao leito dependeriam exclusivamente desse elevador.

Segundo um funcionário que realiza diariamente a transferência de pacientes, o conserto do elevador maior, destinado ao transporte exclusivo de pacientes, teria custo estimado em aproximadamente R$ 100 mil.

As denúncias também questionam a ausência de manutenção preventiva e corretiva nos elevadores, além da atuação dos setores responsáveis pela segurança do trabalhador, pela segurança do paciente e da Vigilância Sanitária, responsáveis por fiscalizar condições que envolvem a prevenção de riscos, infecções, descarte de resíduos e a segurança da assistência prestada aos pacientes.

 

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