A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) mobilizou governos de diversas partes do mundo. Chefes de Estado e autoridades internacionais manifestaram solidariedade ao povo venezuelano e colocaram equipes e recursos à disposição para auxiliar nas operações de resgate e reconstrução.
De acordo com os números oficiais mais recentes, os tremores deixaram pelo menos 164 mortos e cerca de 970 feridos. As autoridades seguem realizando buscas em áreas afetadas, enquanto especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias.
Entre os países que se pronunciaram estão Brasil, Estados Unidos, França, China, Rússia, México, Cuba, Índia, Turquia, Arábia Saudita, Espanha, Itália, Colômbia, Argentina, Chile, Peru e Panamá, além da União Europeia e da União Africana. Muitos desses governos anunciaram disposição para enviar ajuda humanitária, equipes médicas e especialistas em resgate.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou estar profundamente preocupado com a situação e colocou o Brasil à disposição para prestar assistência ao país vizinho. Em resposta, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio e destacou os laços históricos de cooperação entre as duas nações.
Os Estados Unidos também anunciaram apoio. O presidente Donald Trump afirmou que determinou a preparação de ações emergenciais para auxiliar os venezuelanos, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, informou o envio de equipes de busca, resgate e assistência médica.
O governo mexicano comunicou que já iniciou os preparativos para enviar ajuda especializada, incluindo profissionais da área de saúde e resgate. Cuba também informou que médicos cubanos estão participando do atendimento às vítimas.
Até mesmo a Guiana, que mantém uma disputa territorial com a Venezuela pela região de Essequibo, manifestou solidariedade. O presidente guianense, Irfaan Ali, afirmou que seu país está disposto a colaborar dentro de suas possibilidades para ajudar os afetados pelo desastre.
A China também ofereceu apoio ao governo venezuelano e declarou confiança na capacidade do país de superar a tragédia e iniciar o processo de reconstrução.
Enquanto a comunidade internacional se mobiliza, equipes de emergência seguem atuando nas áreas mais atingidas pelos terremotos, em uma das maiores tragédias naturais registradas na história recente da Venezuela.



