Lucas Souza da Silva, de 31 anos, foi morto, e Hiago de Oliveira Bandeira, de 34 anos, ficou ferido com um tiro durante uma ocorrência envolvendo policiais militares na tarde desta sexta-feira (3), no bairro Bahia Velha, em Rio Branco. Conforme a Polícia Militar, a dupla era procurada após um roubo praticado contra um comércio localizado no bairro Nova Estação.
A mobilização das equipes começou logo após o crime. Durante as diligências, os militares localizaram os suspeitos trafegando em uma motocicleta que, segundo a corporação, possuía registro de roubo. Ao perceberem a aproximação das viaturas, os dois interromperam a fuga sobre o veículo, invadiram um imóvel e tentaram escapar passando pelos telhados das residências vizinhas.
De acordo com a versão apresentada pela PM, os policiais realizaram a tentativa de rendição dos suspeitos, mas a ordem não foi obedecida. Ainda segundo a corporação, os homens reagiram à abordagem apontando armas de fogo na direção da equipe, circunstância que resultou na intervenção policial, sendo feridos a tiros.

Durante a ação, Lucas e Hiago despencaram sobre a cobertura do banheiro da casa onde tentavam fugir. A estrutura foi danificada com a queda, e ambos sofreram ferimentos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) enviou equipes de suporte básico e avançado para prestar socorro. Lucas apresentava um ferimento provocado por disparo na região do tórax e uma fratura exposta em uma das pernas. Apesar das tentativas de reanimação, ele morreu no local. Hiago foi atendido pelos socorristas e encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permaneceu internado sob acompanhamento médico.

Após o atendimento da ocorrência, a área foi isolada para os trabalhos da perícia. Em seguida, o corpo de Lucas foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de necropsia.

A Polícia Militar informou que o uso da força ocorreu em resposta à reação armada atribuída aos suspeitos. As circunstâncias da ocorrência serão apuradas pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, posteriormente, pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).



